 |
|
 |
O Júri da Competição
Internacional (constituído por Tue Steen Müller
[DK], Ross McElwee [EUA], Teresa Villaverde [PT], Augusto M. Seabra
[PT] e Anna Glogowski [FR/BR]) considera que:
"É responsabilidade e tarefa de um júri tomar decisões
e de o fazer no respeito das condições de equidade de todos os
filmes que lhe são sujeitos a apreciação.
A decisão de um júri não é um critério de
verdade absoluta, mas sim aquela que resulta da discussão e votação
entre os seus membros das obras e autores que pretendem ver reconhecidos bem
como daquelas obras e potenciais autores que para esses membros do júri
devem ser assinalados, desta forma possibilitando uma maior circulação
dos filmes, a possibilidade de um maior número de espectadores os poder
também ver e ser por eles eventualmente sensibilizados como os membros
de um júri o foram.
De acordo com estas linhas de actuação, que importa recordar, o
Júri do DocLisboa 2005 tomou as seguintes decisões, atribuindo
os prémios:"
Grande
Prémio doclisboa Odisseia para a melhor longa-metragem
documental (5.000 €) em ex-equo aos filmes:
Before
the Flood de Yan Yu e Li
Yifan
Alimentation
Générale de Chantal Briet
"O
júri entendeu ter particularmente em consideração
dois filmes, de dimensão e escala em tudo diferentes, mesmo
quase opostos, provindos de territórios e culturas de todo
diferenciadas, um deles épico e macroscópico, outro
de proximidade e mesmo intersticial, e contudo dois filmes paralelos
nas suas muitas diferenças, pelo olhar aberto como olham
comunidades em riscos de ser submergidas. Uma, uma comunidade condenada
a ser afastada do seu território milenar. Outra, uma comunidade
que é um mosaico multicultural, em risco de ser submersa
no anonimato da indiferença metropolitana."
doclisboa
Jameson para a melhor curta documental (3.000 €)
ao filme:
Samagon de Eugen
Schlegel, Sebastian Heinzel
"Pelo modo como aborda
e nos revela uma personagem e através dela uma comunidade
e as memórias da história da Europa, no rigor
do tempo e do formato da curta-metragem."
O Júri da Competição
Nacional e das Primeiras Obras (Cristina Piccino [IT],
Kristina Schulgin [FI] e Miguel Gonçalves Mendes [PT]) considera
que:
“Durante os últimos sete dias
vimos em conjunto um total de 25 filmes. Não foi uma
tarefa fácil. Consideremos que este ano muitos documentários
pecam pela ausência de um forte ponto de vista e criatividade.
Por isso encorajamos todos os realizadores a não só observar
e presenciar mas a ir mais além. Os documentários
possuem por natureza as melhores possibilidades do cinema.
E isso foi algo que este júri sempre teve em mente. É através
dos documentários que descobrimos que os homens são
muito mais profundos do que a primeira vista aparentam.”
e atribuiu os prémios:
doclisboa Adobe para
a melhor primeira obra documental (3.000 €) ao filme:
Before
the Flood de Yan Yu e Li
Yifan
“Este documentário
lida com uma história interminável:
a da opressão dos mais fracos em nome do desenvolvimento.
O tema é o protagonista deste filme. Durante
um longo período de rodagem o realizador transforma
a vida quotidiana duma cidade em agonia numa belíssima
experiência cinematográfica.”
Menção especial: Samagon de Eugen
Schlegel, Sebastian Heinzel
“Na secção de primeiras obras
existiam muitos filmes que não eram passíveis de competir entre
si tendo em conta a sua duração e os seus temas. Por essa razão
queremos atribuimos uma menção honrosa a uma grande curta-metragem:
Samagon. Pelo modo como aborda a temática, pelo seu humor, pela sua
simplicidade e pela sua beleza.”
Menção
especial 1ª obra: Falta-me de Cláudia
Varejão
“Para contribuir
e encorajar os jovens realizadores portugueses atribuímos
uma menção honrosa a: “Falta-me” de
Cláudia Varejão. Um belíssimo
mote para filmes futuros.”
doclisboa
Tóbis para o melhor documentário português
(4.500 € em edição vídeo) ao filme:
Gosto
de ti como és de Sílvia
Firmino
“Pela sua humanidade
e abertura de espírito, por expressar uma
visão optimista do que é uma comunidade
e por partilhá-la com a audiência.”
doclisboa
Atalanta Filmes para o melhor documentário português
(distribuição em sala) ao filme:
Natureza
Morta de Susana de Sousa Dias
“Este filme é um
documentário valiosíssimo do passado
do presente e do futuro. Assume uma linguagem universal
criando espaço para que o espectador reflicta
e crie as suas próprias interpretações
num tema extremamente sensível para todos
os portugueses. É por essa razão e
para que nunca nos esqueçamos do nosso passado
que atribuímos este prémio.”
O Júri Investigações (Helena
Torres [PT], Ike Bertels [HOLANDA] e Joaquim Vieira [PT]) atribuiu
os prémios:
doclisboa
Grande Reportagem para o melhor documentário
de investigação (2.500€) ao filme:
Massaker de Monika
Borgmann, Lokman Slim, Hermann Theissen
"- Pela originalidade
da forma narrativa e a coerência com que é assumida;
- Por trazer novos elementos a um destacado e
trágico evento histórico ainda
não totalmente esclarecido, numa região
em conflito permanente;
- Pela denúncia de quem terá sido
verdadeiramente responsável por um crime
contra a humanidade;
- Por constituir um ensaio sobre a maldade humana,
mostrando como se manifesta em seres considerados
normais;
- Por ser um aviso sobre a possibilidade de idênticas
situações nesta e noutras partes
do mundo, tal como a História mais recente
tem demonstrado."
Menção
especial: Occupation:
Dreamland de Garrett Scott,
Ian Olds
"- Por fornecer uma
visão mais aprofundada e uma perspectiva diferente
da realidade;
- Pela corajosa abordagem da política de guerra
num conflito ainda em curso;
- Pela atitude de denúncia dos argumentos
oficiais;
- Pela clareza da narrativa;
- Pela honestidade e a integridade;
- Pela qualidade técnica num documentário
produzido em condições muito adversas."
O Júri Universidades (composto
por três alunos de escolas secundárias de Lisboa: Ana
Rita Sousa, Sérgio Camões e Wu Yan Li) atribuiu o prémio:
doclisboa
IPJ para a melhor longa-metragem documental em Competição
Internacional(1.500 €) ao filme:
By
the Ways (A Journey with William Eggleston) de Vincent
Gérard e Cédric Laty
"A obra escolhida
retrata de uma forma muito particular um indivíduo,
espelhando, em simultâneo, um cenário
pertinente no contexto da arte contemporânea.
Original, subversivo e com uma estética
invulgar, o júri universidades decidiu,
por maioria, atribuir o prémio IPJ a "By
The Ways"".
O Júri Escolas (composto
por cinco estudantes de cinema de cinco Universidades de Lisboa:
André Moura Guedes (IADE), Rita Macedo (Universidade Lusófona),
Cláudio Rocha (ETIC), Márcia Neto (Universidade de
Lisboa, Faculdade de Belas Artes), Joana Pimenta (Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa) atribuiu o prémio:
doclisboa IPJ para o melhor filme português
(1.500 €) ao filme:
Gosto
de Ti Como
És de Sílvia
Firmino
"O Júri
Escolas decidiu por maioria que o documentário "Gosto
de Ti como És" da autoria de Sílvia
Firmino teve o melhor resultado na nossa avaliação.
Os critérios utilizados para esta decisão
foram os seguintes:
- História / Conteúdo;
- Qualidade de imagem;
- Técnica de filmagem;
- Registo de som / musica / voz;
- Planos de imagem
- Diálogos;
- Montagens.
Avaliamos cada critério numa escala
de 1-10, obtendo assim, este filme, a maior
pontuação (189 pontos no total).
Além disso, achamos que este filme utiliza
uma linguagem universal, cativando um público
mais vasto."
Os prémios doclisboa são compostos por um troféu,
um diploma e uma recompensa em dinheiro.
|
 |