21 OUT / 19.00, Cinemateca – Sala M. F. Ribeiro

Ao justapor excertos de Tabu a cenas dos seus próprios filmes, Ottinger estabelece um diálogo entre universos ficcionais afastados no tempo e no espaço em Aloha. Berlin Fever é um registo artístico de um happening de Wolf Vostell. The Enchantment of the Blue Sailors é uma fábula erótica em que a narrativa se desenvolve como uma colagem, tudo é instável e se inverte o género de toda a gente. Tudo “fragmentos de realidade montados de forma invulgar”.

22 OUT / 11.00, São Jorge – Sala 3

Como é que o mito influencia a vida contemporânea? A cultura judaica e o seu nomadismo sempre atraíram Ottinger. Ester faz eco disso. The Korean Wedding Chest é um conto de fadas documental sobre a sociedade coreana narrado por duas raízes de ginseng gigantes, marido e mulher, que se tornam humanos para ver “o que há de novo no velho e velho no novo”.

23 OUT / 21.30, Cinemateca – Sala M. F. Ribeiro

Duas expedições: uma leva-nos a uma terra misteriosa e a outra é uma aventura interior ao universo particular de Ottinger. Under Snow, último capítulo na exploração da Ásia pela realizadora, leva-nos a Echigo. Still Moving é uma exposição singular sob a forma de filme, dedicatória ao pai e gabinete de curiosidades: um universo inteiro por si só.

27 OUT / 19.00, Cinemateca – Sala M. F. Ribeiro

Duas sinfonias citadinas separadas por vinte anos. Em Usinimage , a realizadora justapõe imagens de paisagens urbanas e da arquitectura de Berlim a fragmentos emblemáticos dos seus filmes. Prater é um parque de diversões em Viena, que a realizadora explora com as colaboradoras habituais: a poeta Elfriede Gerstl, a escritora Elfriede Jelinek e a actriz Veruschka.

28 OUT / 19.00, Cinemateca – Sala M. F. Ribeiro

A alegoria de Superbia é uma introdução perfeita aos filmes de ficção de Ottinger. The Specimen adapta um conto grotesco de Valentin Kataev. O primeiro filme da realizadora, Laocoon & Sons, leva-nos a um país imaginário, habitado apenas por mulheres. O turbilhão de imagens é um exercício surrealista, um ritual e um jogo onírico. A sessão homenageia o universo ficcional de Ottinger. “Os contos de fadas estão a chegar; os contos de fadas vieram para ficar.”

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