Anunciados os vencedores da 23ª edição do Doclisboa

Ezequiel Solinas e Ramiro Sonzini, realizadores do filme “The Night Is Fading Away” / © Eduardo Martins-Doclisboa

A cerimónia de entrega de prémios decorreu esta noite, na Culturgest, e foi seguida pela exibição de A Árvore do Conhecimento, de Eugène Green, filme de encerramento do festival. Na Competição Internacional, o Grande Prémio Cidade de Lisboa foi atribuído a The Night Is Fading Away / La Noche Está Marchándose Ya, de Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini (Argentina), uma obra que, segundo o júri, “celebra o cinema como a derradeira aventura colectiva, onde a imaginação e a solidariedade iluminam o caminho na escuridão.” O Prémio Doclisboa do Júri da Competição Internacional distinguiu Tell Me a Fairy Tale / Ji Min Re Çîro Kek Beje, de Ebrû Avci (Turquia), “um filme elegante, honesto e desarmante na sua simplicidade, que revela o quanto se pode dizer com tão pouco, encontrando profundidade em gestos silenciosos e verdade na contenção.” Já o Prémio Médicos Sem Fronteiras – Portugal para Melhor Realização da Competição Internacional foi entregue a Fantasy / Fantaisie, de Isabel Pagliai (França), “um retrato íntimo, ternurento e visceral do luto, do amor e da saudade, uma poesia em bruto que permanece viva na sua fragilidade.”

Na Competição Portuguesa, o Prémio Doclisboa para Melhor Filme foi atribuído a Água Mãe, de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres (Portugal), “uma obra elegante e corajosa que eleva o quotidiano ao sublime, convidando-nos a experienciar um mundo para lá do cinema.” O Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri da Competição Portuguesa distinguiu As Estações / The Seasons, de Maureen Fazendeiro, “um filme táctil e envolvente, que combina um passado descoberto com um presente quase fora do tempo.”

O Prémio Escola – ETIC foi igualmente atribuído a Gil, Let’s Explode São Paulo / Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar, “um trabalho colaborativo de sensibilidade punk e generosidade, onde o sonho e a realidade coexistem num gesto de pura vitalidade cinematográfica.” Complô, de João Miller Guerra, teve uma menção honrosa. Na Competição Verdes Anos, o Prémio Conserveira de Lisboa para Melhor Filme foi para Ping Pong, de Tianji Yu, e o Prémio Pedro Fortes para Melhor Realização Portuguesa distinguiu Se Eu Não Morresse Nunca!, de David Falcão. I Lit the Fire! de Valeria Lemeshevskaya (Quirguistão, Bielorrúsia, Azerbaijão) foi distinguido com uma menção honrosa.

Na Competição Transversal, o Prémio Revelação – Doclisboa para Melhor Primeira Longa-Metragem foi atribuído a Under the Flags, the Sun / Bajo las Banderas, el Sol, de Juanjo Pereira (Paraguai), enquanto Do You Love Me (França,Catar, Líbano, Alemanha), de Lana Daher teve uma menção honrosa.

O Prémio para Melhor Curta-Metragem distinguiu Baumettes Studio / Studio Baumettes, de Hassen Ferhani (França) e o Prémio Lugares de Trabalho Seguros e SaudáveisAgência Europeia para a Segurança no Trabalho foi entregue a Wishful Filming, de Sarah Vanagt (Bélgica). Nos prémios do público, Aurora, João Vieira Torres venceu o Prémio do Público Legal Partners Direitos e Liberdades, enquanto Soco a Soco, de Diogo Varela Silva, venceu o Prémio Canais TVCine.

A 23.ª edição do Doclisboa encerra com um balanço muito positivo, afirmando-se como uma celebração vibrante do cinema nas suas mais variadas formas e expressões. Ao longo de onze dias, o festival reuniu cerca de 20 000 espectadores, entre sessões esgotadas, conversas com realizadores e encontros com o público. Esta noite, houve ainda uma homenagem à cineasta, montadora e atriz Patrícia Saramago, que nos deixou na passada quinta-feira.

As sessões de exibição dos filmes premiados desta edição do Doclisboa decorrerão nos dias 27, 28 e 29 de Outubro, no Cinema Ideal. O Doclisboa regressa em 2026, de 15 a 25 de Outubro.

 

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