| Programação
doclisboa 2008 |
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5ª |
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2ª |
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4ª |
| Programa
dia-a-dia |
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Outubro – quinta-feira
23 OUT. 11.00 – Culturgest
(pequeno auditório)
MASTERCLASS
EDUARDO COUTINHO
23
OUT. 14.00 – Culturgest
(pequeno auditório) | 16
OUT. 20.30 - Londres (sala 1)
Curtas Metragens Polacas Contemporâneas CP
-
Sessão legendada apenas em inglês
Silence I, de Maciej
Cuske - 2004, 19’
Um conjunto de curtas de três
minutos feitas por estudantes do Curso de Documentário
da Andrzej Wajda Master School of Film Directing com o tema
Silêncio. Cada um interpretou o termo de forma diferente.
By the River, de
Magda Kowalczyk - 2006, 11’
Amanhecer. Surgem figuras
negras no mato. Parecem estar a trabalhar. Ouvimos o
som de ramos partidos e passado um pouco sentimos o movimento
dos machados. Varsóvia no outro lado do rio Vistula
revela-se a si própria.
The Cupboard ,
de Jacob Dammas - 2007, 27’
Após a sua chegada
a Wroclaw, o realizador Jacob Dammas (um dinamarquês,
cuja mãe é polaca) visita o lugar onde
a sua mãe vivia com o seu pai antes do exílio,
relacionado com as suas origens judaicas, no final
dos anos sessenta.
The Booth of Fortune,
de Lesaw Dobrucki - 10’
Numa cidade moderna não
há lugar para uma pequena barraca da lotaria.
Observamos os últimos dias de uma velha barraca
da lotaria situada no local da futura linha do metro.
Esta será demolida junto com as relações
próximas criadas entre o seus clientes.
The Lord of the Rims,
de Kuba Maciejko - 2007, 12’
Um velho homem conserta
aros há uma vida inteira. Ele é a última
pessoa a fazer este trabalho numa Varsóvia
em constante mudança.
52 Per Cent,
de Rafat Skalski - 2007, 20’
Alla deseja muito
tornar-se bailarina. E tem agora mais uma oportunidade
de ser admitida na famosa Academia Russa de Ballet
Waganowa em São Petersburgo. Os exames
de admissão são extremamente difíceis
e ela precisa treinar exaustivamente.
Take a Look,
de Adam Palenta - 2008, 4’
Crianças
cegas convidam-nos numa viagem ao seu mundo
de sensibilidade e imaginação.
Usando o sentido do tacto, elas tentam contar-nos
o que está na imagem. A sensibilidades
das crianças cegas é muito mais
profunda do que uma pessoa que vê.
Zietek,
de Bartosz Blaschke - 2008, 16’
Um retrato encantado
e divertido do escultor Bogdan Zietek,
um artista auto-didacta que tem criado
estátuas de mulheres em tamanho
natural há mais de 40 anos. A sua
casa está cheia de belas mulheres
esculpidas e cada uma tem um nome e uma
personalidade.
23
OUT. 15.00 - Londres (sala 1) | 19
OUT. 22.45 – Culturgest (pequeno auditório)
L’Heure
Exquise DF
de René Allio
60´ França 1981
O filme onde o cineasta francês René Allio evoca
a cidade de Marselha numa viagem pessoal feita através das suas próprias
memórias familiares entre as décadas de 1920 e 1950. O realizador
descreveu este projecto como uma espécie de “exploração
sentimental” daquela que foi a sua cidade natal e na qual se atravessa
a história da sua família. René Allio recorda Marselha com
emoção, filmando os seus espaços sob todas as formas e percorrendo
os mesmos trajectos que conheceu durante a sua infância, naquela que é,
porventura, a sua obra mais nostálgica.
L’Aimée DF
de Arnauld Desplechin
70´ França 2007
A ideia de filmar L’Aimée surgiu no
dia em que o cineasta francês Arnauld Despléchin soube da decisão
do seu pai em vender a casa da família em Roubaix, no Norte de França.
Se este é o pretexto para introduzir a câmara nos diferentes corredores
e divisões daquele espaço, revendo velhas fotografias ou abrindo
gavetas e armários cheios de recordações, é a história
do pai e da sua mãe Therèse (avó do realizador), falecida
quando este tinha apenas 18 meses, que se transforma no coração
desta narrativa profundamente nostálgica e pessoal.
23
OUT. 16.00 - Londres (sala 2) | 20
OUT. 21.30 - Museu do Oriente | 24 OUT. 16.15 – Culturgest (pequeno auditório)
A
Day to Remember MC
de Liu Wei
13´ China 2005
Estamos no dia 4 de Junho de 2005 e o cineasta Liu Wei pega
na câmara de filmar em direcção à Praça Tiananmen
e à Universidade de Pequim com uma pergunta na cabeça: que dia é hoje? À medida
que coloca esta questão às várias pessoas com que se cruza,
confronta-se com respostas evasivas e a recusa da maioria em relembrar os protestos
estudantis de há 16 anos atrás. Muitos afirmam desconhecer os acontecimentos
e afastam-se rapidamente, outros limitam-se a olhar para a câmara. A Day
to Remember reflecte o mutismo inquieto em que a memória do dia 4 de Junho
caiu e como a revolta desse tempo se mantém ainda hoje um tema proibido
na China.
Year
by Year MC
de Liu Wei
48´ China 2005
Year by Year acompanha a luta de um grupo de “peticionários” da
aldeia de Dongzhuang, em Pequim, durante o Ano Novo de 2004. Estes não
possuem casa e têm dificuldades em regressar a casa. Um filme que descreve
as suas vidas e experiências numa China onde todos os anos muitos procuram
elevar as suas vozes e dedicar as suas vidas a uma causa da qual raramente obtêm
resultados. Gente simples num grupo pouco favorecido cuja voz raramente é ouvida
pelos outros.
23 OUT. 16.15 – Culturgest (pequeno auditório)
| 21 OUT. 21.30 - Museu do Oriente
| 24 OUT. 16.00 - Londres (sala 2)
Dream
Walking MC
de Huang Wenhai
85´China 2005
Verão de 2004: o artista Li Wa-ke viaja até Nanyang
para ajudar o pintor Wang Yongping a realizar o seu primeiro filme. Neste trabalho,
Wang não só se representa a si mesmo como transforma a história
numa espécie de reconstrução da sua vida no passado, contando
com a contribuição de alguns amigos e artistas. Recorrendo ao improviso
durante as filmagens, estes lançam-se então em discussões
sobre arte, religião, amor e poesia, numa postura e um estilo de vida
inerentes às suas próprias visões criativas e fazendo dos
seus próprios corpos objectos de intervenção artística.
23 OUT. 16.30 – Culturgest
(grande auditório) | 25 OUT. 17.30 - Londres (sala
1)
J’aimerais
Partager le Printemps avec Quelqu’u R&E
de Joseph Morder
85´França 2008
Desafiado pelo Festival Pocket Films, Joseph Morder rodou
um diário filmado com a câmara de um simples telemóvel.
Durante três meses, captou diversos acontecimentos pessoais, algures
entre o fascínio juvenil e narrativo pela descoberta de uma nova linguagem
cinematográfica e o olhar privado e íntimo dirigido ao quotidiano.
Mais do que uma excepção em França, J’aimerais Partager
le Printemps avec Quelqu’un foi a primeira longa-metragem rodada com
um telemóvel a conseguir distribuição nas salas daquele
país.
23 OUT. 17.30 - Londres (sala
1) | 17 OUT. 20.45 – Culturgest
(pequeno auditório)
Enclosures CI
de Arianne Olthaar
4´ Holanda 2008
Misteriosas imagens da “arquitectura de casas de banho” em
Jardins Zoológicos europeus: jaulas de macacos e primatas, construídas
nos anos 1960 e 1970.
Alone in Four Walls CI
de Alexandra Westmeier
85´ Alemanha 2007
Uma viagem ao interior de um
reformatório juvenil na Rússia onde estão
presos jovens com menos de 15 anos condenados por vários
tipos de delito: dos mais pequenos roubos aos mais graves
homicídios. A maioria provém de famílias
carenciadas e problemáticas, marcados por um clima
de abusos físicos ou ausência parental e alcoolismo.
Alone in Four Walls ouve atentamente o que as crianças
têm a dizer, mas também procura retratar o
meio de onde vêm.
23
OUT. 18.00 - Londres (sala 2) | 19
OUT. 23.00 – Culturgest (grande auditório)
Territórios
de passagem
- Culturgest, Casa de Cima, Outra Memória CN
de Solveig Nordlund
25´ Portugal 2008
José Pedro Croft nasceu no Porto em 1957 e desenvolveu,
ao longo de vinte e cinco anos, uma obra que o tornou num dos mais destacados
artistas portugueses. Como escultor que transforma a realidade deslocando e acrescentando
elementos, o seu trabalho aposta na renovação da experiência
proporcionada pela escultura. Empregando habitualmente materiais como o ferro,
vidro e espelho, implica-os num confronto directo com problemas espaciais e territoriais.
A realizadora Solveig Nordlund acompanha o seu trabalho durante 2008 e o resultado é um
filme que integra estas três peças.
Dificilmente
O Que Habita Perto da Origem
Abandona o Lugar CN
e Olga Ramos e Catarina Rosendo
60´ Portugal 2008
Um filme sobre Alberto Carneiro, escultor natural da zona
de São Mamede do Coronado e um dos mais importantes artistas da sua geração,
cuja obra se tem desenvolvido por um trabalho com e na natureza – e que
hoje habita o mesmo lugar onde nasceu. Um regresso “a casa” que é também
um retorno os lugares físicos e afectivos que o influenciaram.
23 OUT. 18.15 – Culturgest
(pequeno auditório) | 17
OUT. 15.00 - Londres (sala 1)
Tehran Backyard SE
de Roxana Pope
28´ Escócia 2007
Retrato de uma mulher: Pari, que vive nos arredores de Teerão
e viaja todos os dias mais de seis horas para fazer limpezas. Aos 65 anos, com
o marido cego, cinco filhos e dois netos, Pari é ainda o sustento da família
num país que celebra 28 anos desde a Revolução Islâmica
e exige o direito de possuir poder nuclear.
The Stone Silence I
de Krzystof Kopczynski
51
´ Polónia 2007
Em 2005, Amina, uma mulher de 29 anos morreu – aparentemente
apedrejada – na aldeia de Spin Gaw no Afeganistão. Da sua morte
e do que aconteceu depois existem várias versões. The Stone
Silence segue o inquérito oficial que decorre na aldeia ao longo
de vários meses e revela a força das regras morais instituídas
em contradição com as leis do Estado. A família do marido
de Amina (emigrado no Irão) e a família do amante (agora em fuga)
vergam-se à tradição: o silêncio é de pedra.
23
OUT. 18.30 – Culturgest (grande auditório)
O
Tapete Voador (The Flying Carpet) SE
de João Mário Grilo
56´Portugal 2008
Foi através de Portugal que o tapete persa entrou
na Europa, estabelecendo-se como uma das mais importantes tradições
culturais no Ocidente dentro das artes decorativas. 500 anos depois, João
Mário Grilo volta ao Irão para revelar os seus gestos de fabrico
originais e as formas e cores hipnóticas que mantêm, ainda, toda
a sua frescura e fascínio. Estruturado em várias viagens, da geometria à natureza,
do nó ao “abrash” (o modo natural de variação
da cor), este é um filme sobre si próprio e, talvez mesmo, sobre
a arte em geral e as suas paisagens infinitas e imemoriais.
23 OUT. 20.30 - Londres (sala
1) | 18 OUT. 21.00 – Culturgest
(grande auditório)
Gonzo:
The Life and Work of Dr. Hunter S. Thompson SE
de Alex Gibney
119´ EUA/Reino Unido 2007
O último documentário do multi-premiado realizador
Alex Gibney dá-nos a conhecer a vida e o trabalho de um dos mais polémicos
jornalistas norte-americano de todos os tempos: o criador do “jornalismo
gonzo”, Hunter S. Thompson. Movido por uma libido agressiva e pelo consumo
sobre-humano de álcool e drogas, Thompson via-se como o verdadeiro freelancer,
atacando tudo e todos livremente, com um incrível sentido de humor. Todos
os textos do filme são da autoria de Thompson – as suas cartas,
artigos, manuscritos e livros – e são lidos pelo actor Johnny Depp.
23 OUT. 20.45 – Culturgest
(pequeno auditório) |
18 OUT. 17.30 - Londres (sala 1)
The
Rest of a Story CI
de Antonio Prata
35´ Itália/Suíça 2007
Dez anos depois, o autor do filme regressa a Zurique, a cidade
na qual teve a sua primeira experiência de consumo de heroína e
de onde foi obrigado a sair para poder curar-se. Numa viagem ao passado, esta é a
tentativa de reaver o que resta das suas memórias e um elemento vital
para uma melhor compreensão de si próprio.
Must
Read After My Death CI
de Morgan Dews
74´ Espanha/EUA, 2007
A história íntima, contada através
das suas próprias palavras e imagens, de um casal norte-americano, Charlie
e Allys, durante a década 1960, quando procurou ajuda psiquiátrica
e conselho matrimonial, submetendo-se a uma série de tratamentos em grupo
ou individuais. Instruídos pelos doutores para gravarem as suas discussões,
este par pouco convencional, vítima de um sistema traumático que
alimenta o uso de drogas e as terapias de choque, acaba por registar a luta de
uma família em reconstrução e a imagem moral de uma época.
23 OUT. 21.00 – Culturgest
(grande auditório) | 25 OUT. 22.30 - Londres (sala
1)
Jogo
de Cena CE
de Eduardo Coutinho
105´ Brasil 2007
Em resposta a um anúncio de jornal, oitenta e três
mulheres contaram as suas histórias de vida num estúdio. Em Junho
de 2006, vinte e três delas foram seleccionadas e filmadas no Teatro Glauce
Rocha. Em Setembro do mesmo ano, várias actrizes interpretaram, cada uma
ao seu estilo, as histórias contadas pelas personagens escolhidas. As
imagens cruzam-se: quem é a “personagem real”? Quem é a “actriz”?
O que é, afinal, a representação? E até onde se estende
o conceito de representar?
23 OUT. 21.00 - Londres
(sala 2) | 24 OUT. 22.45 – Culturgest (pequeno auditório)
The
World According to Monsanto I
de Marie-Monique Robin
108´ França/Canadá/Alemanha 2008
Implantada em mais de quarenta países à volta
do globo, a Monsanto tornou-se a líder mundial dos OGM (Organismos Geneticamente
Transformados, também conhecidos como Transgênicos) e uma das mais
controversas empresas da história. Partindo de documentos inéditos
e dos testemunhos surpreendentes de algumas vítimas, políticos
e cientistas, este documentário reconstitui a ascensão de um verdadeiro
império económico. A autora revela as estratégias obscuras
das multinacionais para mudar as leis nos Estados Unidos – o que permite
finalmente camuflar a verdade sobre os efeitos dos transgénicos nos seres
humanos.
23 OUT. 21.30 – São Jorge (sala 3) | 25 OUT. 22.00 – São Jorge (sala
1)
Hóspedes
da Noite M
de Licínio de Azevedo
53´ Moçambique 2007
O Grande Hotel, na cidade da Beira, era o maior de Moçambique,
na época colonial: 350 quartos, luxuosas suítes, piscina olímpica… Actualmente,
o prédio, em ruínas, sem electricidade e sem água canalizada, é habitado
por 3500 pessoas. Algumas vivem ali há vinte anos. Além dos quartos,
também servem de moradia os saguões, os corredores, as áreas
de serviço do hotel e a cave, onde é sempre noite.
23 OUT. 21.30 - Museu do Oriente |
19 OUT. 14.15 – Culturgest (pequeno auditório) |
21 OUT. 16.00 - Londres (sala 2)
In
Public MC
de Jia Zhang-Ke
32´ China 2007
Um documentário que mais
uma vez sintetiza as preocupações estéticas
de Jia Zhang Ke e nos mostra como pessoas diferentes podem
viver em diferentes espaços. Algures num tempo e dimensão
suspensos, entre a luz e a penumbra, somos transportados através
de vários cenários: estações de
comboio, paragens de autocarros, pistas de karaoke ou discotecas.
Filmado em Shanxi, uma das províncias mais antigas do
país, o espectador partilha aqui a mesma observação
e solidão das personagens que apanham o comboio e depois
o autocarro durante o seu trajecto através de uma paisagem
de trabalho, uniformes e silêncios, enquanto esperam
um novo dia.
Dong MC
de Jia Zhang-Ke
70´ China 2005
Dong transporta-nos até à velha cidade
de Fengjie, na região das Três Gargantas, condenada a ficar submersa
pelas águas da maior barragem do mundo. Aqui os trabalhos de demolição
contrastam com o trabalho do pintor Liu Xiadong que escolhe onze trabalhadores
para personagens de uma pintura da sua nova colecção de telas.
Absorvido pela realidade dos trabalhadores daquela região, o pintor sente
a agonia de um mundo que finda. Segue depois para a Tailândia, onde continua
as suas pinturas. Sob um calor abrasador e a luz violenta, o artista não
conhece a língua nem os costumes. Um retrato da condição
humana em duas situações distintas, mas com a imagem da Ásia
em comum.
23 OUT. 22.00 – São Jorge (sala 1) |
22 OUT. 21.30 – São Jorge (sala 3)
Kuxa Kanema: O Nascimento do Cinema M
de Margarida Cardoso
52´Portugal 2003
A primeira acção cultural do governo Moçambicano
logo após a independência, em 1975, foi a criação
do Instituto Nacional do Cinema (INC). Os cinemas são nacionalizados e
as unidades de cinema móvel vão mostrar por todo o país
a mais popular produção do INC, o jornal cinematográfico
Kuxa Kanema. O seu objectivo era “filmar a imagem do povo e devolve-la
ao povo”. Mas hoje, depois de anos de guerra, desilusões, e destruído
por um fogo em 1991, a grande empresa que foi o INC quase não existe.
Felizmente sobreviveram no arquivo as imagens que são o único testemunho
dos 11 primeiros anos de independência, os anos da revolução
socialista. É através dessas imagens, e das palavras das pessoas
que as filmaram, que vamos conhecer o percurso de um ideal de país, que
se desmoronou, pouco a pouco, com o ideal de "um cinema para o povo",
e com os sonhos das pessoas que um dia acreditaram que Moçambique poderia
vir a ser um país diferente.
Ao contar a história do Instituto Nacional de Cinema de Moçambique
(INC), dos seus filmes e das pessoas que lhe estão ligadas, este documentário
conta igualmente a história de uma jovem nação africana.
Que parte pode o cinema contribuir para a reconstrução dos valores
culturais? E que parte pode ainda contribuir para a destruição
desses mesmos valores? Depois de séculos de colonização,
seguidos de anos de guerra civil, fome e destruição, um pais pode
finalmente procurar reflectir em paz sobre o seu passado, reconstruir a sua identidade
e reclamar a sua dignidade.
23 OUT. 22.30 - Londres (sala
1) | 24 OUT. 21.00 – Culturgest (grande auditório)
Standing
Start SE
de Finlay Pretsell e Adrian
McDowall
13’ Reino Unido 2008
O que é preciso para ser o melhor velocista à face
da terra? Standing Start dá-nos uma pista nesta visão
exclusiva do mundo da alta competição vivido pelo ciclista olímpico
Craig MacLean, um dos mais concentrados e bem preparados atletas da actualidade.
Um “gladiador” nos tempos modernos que faz da sua actividade um autêntico
campo de batalha.
The English Surgeon SE
de Geoffrey Smith
94’ Reino Unido 2007
A
história de um neurocirurgião inglês,
Henry Marsh, que nos últimos 16 anos se desloca entre
Londres e a Ucrânia para realizar operações
ao cérebro de vários doentes e transmitir os últimos
avanços médicos nesta área junto de
um colega de trabalho ucraniano, o Dr. Igor Kurillets. The
English Surgeon foca o talento extraordinário
do cirurgião, assim como a sua capacidade de ensino
e transmissão de conhecimentos, num mundo onde as
condições médicas de assistência
a doentes com tumores cerebrais é absolutamente precária.
23 OUT.
22.45 – Culturgest
(pequeno auditório)
Conversations in Vermont DF
de Robert Frank
26´ EUA 1969
Considerado o primeiro filme autobiográfico
de Robert Frank, reconhecido fotógrafo e cineasta
suíço radicado nos Estados Unidos desde os
anos 1950, Conversations in Vermont é citado pelo
autor como uma obra “sobre o passado e o presente”,
resgatada ao tempo em que casou com a sua mulher, Mary,
e construída como “uma espécie de álbum
de família”. No centro desta viagem pessoal
e familiar está a relação de Frank,
como pai, com os seus dois filhos, Pablo e Andrea, numa
tentativa frágil e sincera de comunicar com eles
a história de uma vida.
Les
Années Déclic DF
de Raymond Depardon
65´ França 1983
Retrato autobiográfico de Raymond Depardon onde o
fotógrafo sobrepõe a voz ao seu rosto, recorrendo a uma série
de fotografias suas captadas entre 1957 e 1977. Este documentário retrata
o percurso do artista ao longo de vinte anos de fotos e recupera excertos de
alguns dos seus filmes. No rosto de Depardon encontramos ainda o ponto de partida
para uma reflexão sobre a imagem, já que o realizador não
pode deixar de referir-se a si próprio sem deixar de referir os seus objectos
de criação. Ambos estão ligados, pois são as imagens
que permitem o fotógrafo interrogar o seu mundo e trajecto.
23 OUT. 23.00 – Culturgest
(grande auditório) |
21 OUT. 18.00 - Londres (sala 2)
Queria
Ser CN
de Sílvia Firmino
75´ Portugal 2008
Uma escola
primária em risco de fechar no interior de Portugal. Dez
alunos, do primeiro ao quarto ano lectivo, numa mesma sala. Um
filme que vai à procura de um programa de reforço à leitura
e encontra a força, as ambições e os medos
destas crianças.
23
OUT. 23.00 – Londres (sala 2) |
21 OUT. 16.30 – Culturgest (grande auditório)
Because
We Were Born CI
de Jean-Pierre Duret e Andréa Santana
90´ França/Brasil 2008
Brasil, estado
de Pernambuco. Uma enorme estação de serviço
ao lado de uma estrada interminável. Cocada, com 14 anos,
vive num velho camião desde que o pai foi assassinado.
Tem um sonho: ser camionista. Nego vive numa favela de onde quer
sair para ganhar dinheiro. Durante a noite, os dois rapazes vagueiam
pela estação, fascinados com as montras que vendem
de tudo. Com a particular maturidade que se pode obter através
da adversidade, questionam-se sobre a sua identidade e sobre
o futuro. Vêem uma única perspectiva: uma estrada
que os leve a algum lugar.
23
OUT. 23.30 – São Jorge (sala 3) | 24 OUT.
22.00 – São Jorge (sala 1)
Simonal:
Niguém Sabe o Duro que Dei HB
de Claúdio Manoel, Calvito Leal e Michael Langer
86´ Brasil 2008
Wilson
Simonal era um dos mais famosos cantores do Brasil na década
de 1960. Naquela época era o único músico
negro com estatuto de estrela: enchia as maiores salas
de espectáculo, cantava ao lado de Sarah Vaughan
e fazia sombra a Roberto Carlos. Mas a sua popularidade
caiu brutalmente quando, em 1971, foi acusado de estar
ao serviço do regime militar e da ditadura. O filme
conta precisamente o caso que fez com que o cantor fosse
considerado um traidor no mundo dos artistas e dos media,
através de extraordinárias imagens de arquivo
e depoimentos de individualidades.
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