A memória impede o descanso e uma mulher prestes a morrer tira partido do cinema para contar a sua história (inseparável da da Espanha de Franco) e para se despedir. Uma varanda como fronteira e uma canção que atravessa o tempo. Em casa, nada está sempre – e tudo está ainda – no agora presente e defunto. Um filme de fantasmas feito em casa, um gesto generoso de intimidade e solidariedade que testemunha duas pessoas no final das suas vidas longas e revela o peso da história e do século XX, que está sempre presente hoje.
O realizador Alejandro Vázquez San Miguel estará presente na segunda sessão.