É no Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM) que está sedeado o laboratório FILMar, responsável pela digitalização de filmes relacionados com o mar que se encontram em depósito e à guarda da Cinemateca, que é também Museu do Cinema. Os participantes farão uma visita ao coração desta operação, desvendando os processos através dos quais se recuperam a memória e a história do cinema português, no qual o mar é, desde 1896, uma presença regular. A visita inclui a exibição de alguns exemplos de documentários de propaganda política, industrial e turística produzidos durante o Estado Novo, abrindo um debate sobre a preservação e o acesso ao acervo de imagens coloniais, onde o mar tem uma presença relevante. Com a investigadora Maria do Carmo Piçarra, serão também pensadas as questões e potencialidades relacionadas com o seu estudo e uso para fins artísticos, de pesquisa ou de programação. A visita terminará com um almoço nas instalações do ANIM.
Lotação: 40 participantes
Esgotado
Partida da Culturgest às 10.00 e chegada ao mesmo local às 15.00
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Durante o Estado Novo, o mar teve um papel fundamental na constituição de uma ideia de império colonial. A sua representação pelo cinema é uma das mais complexas leituras de uma história das imagens em movimento, onde o que fica fora de campo é, muitas vezes, revelador do tanto que se procurava impor, afirmar ou denunciar. O Doclisboa e o projeto FILMar juntam-se para um programa em torno dessas representações, pensando nos modos de programação e contextualização necessários para a inscrição destes filmes no discurso contemporâneo.
FILMar é um projecto operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, integrado no Mecanismo Financeiro de Apoio EEA Grants 2020-2024.