A CaixaForum+, plataforma cultural da Fundação ”la Caixa”, lançada em Portugal com o apoio do BPI, disponibiliza a partir de hoje uma seleção de 11 filmes que fizeram parte de edições passadas do Doclisboa.
Este novo ciclo Doclisboa na CaixaForum+ é de acesso gratuito, assim como todos os conteúdos audiovisuais e podcasts desta plataforma dedicada a temas culturais: música, artes visuais e plásticas, artes performativas, cinema, história e pensamento, ciência, arquitetura e design ou literatura.
Os filmes seleccionados permitem-nos reflectir sobre o que é isto de estar vivo – vão do teatro aos movimentos políticos, da literatura ao território, da música clássica às paisagens urbanas e seus actores.

Filmes disponíveis:
In Medias Res No Meio das Coisas, de Luciana Fina (2013 | Portugal | 72’)
“Dialogar com a arquitectura e a poética de Manuel Tainha implica rimar não apenas com o desenho, o espaço e a luz , mas com o movimento, o tempo e a vida que os habitam. As palavras do arquitecto conduzem-me através de algumas das obras concebidas entre as décadas de 1950 e 1970, filmadas hoje, num momento da sua existência.” — Luciana Fina
Tempo|Espaço, de Tiago Afonso (2013 | Portugal | 70’)
Tempo|Espaço documenta um conjunto de actividades organizadas a partir do mote das Memórias do Cárcere, de Camilo Castelo Branco, ao longo de meio ano, no Estabelecimento Prisional Regional de Guimarães. A presença prolongada na prisão permitiu-nos explorar outros pormenores – tatuagens, vigias, ferrolhos – num dia a dia algures na fronteira entre o documentário observacional e os dispositivos provocados.
8816 Versos, de Sofia Marques (2013 | Portugal | 78’)
Camões terá demorado 20 anos a escrever os 8816 versos que compõem Os Lusíadas. António Fonseca dedicou quatro anos da sua vida a torná-los seus. Neste filme, é documentado o ano que antecedeu a apresentação final da falação d’Os Lusíadas, a 9 de Junho de 2012, em Guimarães, Capital Europeia da Cultura, que deu os versos de Camões a ouvir e a dizer.
Lisbon Revisited, de Edgar Pêra (2014 | Portugal | 62’)
Uma viagem onírica vista através dos olhos espantados de um trans‐humano e uma kino‐sinfonia de vozes dos inúmeros heterónimos de Fernando Pessoa. “Pensar é estar doente dos olhos”, disse Alberto Caeiro, o mais sensorial deles. Lisbon Revisited vive através desta doença, mostrando formas alternativas de ver (a cidade) e ouvir (Pessoa). O título vem de um poema do seu heterónimo futurista, Álvaro de Campos. Este filme é uma cine‐liturgia e um kino‐exorcismo de Lisboa, celebrando o seu maior fantasma e confrontando a sua sexualidade ambígua e dominante.
Motu Maeva, de Maureen Fazendeiro (2014 | França, Portugal | 43’)
Retrato de Sonja, aventureira do século XX, a viver numa ilha que ela construiu sozinha: Motu Maeva.
Terra, de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres (2018 | Portugal | 60’)
Algures no Alentejo, estão dois grandes fornos cobertos de terra onde um homem faz carvão. Elementos essenciais como o fogo, a água, o ar, a terra e o espaço reflectem, respiram e celebram o ritmo da Terra.
Avenida Almirante Reis em 3 Andamentos, de Renata Sancho (2018 | Portugal | 66’)
Avenida Almirante Reis em 3 Andamentos documenta esta grande artéria da cidade de Lisboa. Elaboramos um mapeamento, ao longo do séc. XX, circunscrito à memória do espaço da avenida e às vivências que ali ocorreram e ocorrem. A Avenida Almirante Reis poderia funcionar como uma máquina do tempo. Subimo-la e descemo-la através de imagens de arquivo, recuando à sua abertura em 1908 e às grandes enchentes dos comícios republicanos. Assistimos ao 1º de Maio de 1974. Entre 2016 e 2018, registamos a actualidade na avenida, acompanhando o quotidiano dos que nela trabalham e habitam.
Danses macabres, squelettes et autres fantaisies, de Jean-Louis Schefer, Rita Azevedo Gomes e Pierre Léon (2019 | Portugal, França, Suíça | 110’)
E se a Dança da Morte, para lá das caretas engraçadas, encenasse a morte da Idade Média e a invenção da Europa moderna em meados do século XV? Tal é a hipótese do escritor Jean-Louis Schefer. Uma investigação sob a forma de conversa e passeios entre Paris e Portugal com os realizadores Rita Azevedo Gomes e Pierre Léon. Um filme a seis mãos.
O Diabo do Entrudo, de Diogo Varela Silva (2024 | Portugal | 52’)
O Entrudo de Lazarim é uma das celebrações carnavalescas mais genuínas e antigas em Portugal. O Diabo do Entrudo explora os fascinantes caretos e os seus trajes elaborados, oferecendo não apenas uma visão das festividades carnavalescas mas também uma reflexão sobre as dinâmicas de género e a perpetuação de costumes ancestrais transmitidos entre gerações numa antiga aldeia portuguesa. Destaca-se a forma como rituais e tradições permanecem vivos e são transmitidos de geração em geração, oferecendo uma perspectiva íntima e rica das transformações sociais e culturais ao longo do tempo.
Estava Escuro na Barriga do Lobo, de Joana Botelho (2025 | Portugal | 30’)
Última Memória, peça de Sara Carinhas, estreou no Teatro São Luiz em Março de 2023. Estava Escuro na Barriga do Lobo não é um making of dessa criação, mas uma incursão de Joana Botelho pelas dúvidas deambulatórias de Sara no caminho percorrido até as cortinas se abrirem.
Pele Nómada, de João Fiadeiro e Aline Belfort (2025 | Portugal | 80’)
Pele Nómada é um filme sobre a memória e os seus deslocamentos no presente. No centro de uma Lisboa gentrificada, cujo passado se perde entre fachadas sem personalidade, João Fiadeiro transporta caixas de mudança para dentro de uma carrinha. Leva consigo o conjunto do que foi sendo construído na sua trajectória e na do atelier RE.AL, que seguirá para Serralves, onde será arquivado. Antes de entregar o material no destino final, João decide passar por todos os lugares onde a RE.AL teve sede. Esse movimento é uma espécie de despedida e ao mesmo tempo reencontro. Como estará o passado no futuro?
. Podes encontrar toda a selecção aqui
Sobre a CaixaForum+
CaixaForum+ é a plataforma de streaming gratuita da Fundação ”la Caixa” dedicada à divulgação da cultura e da ciência, um espaço digital que ultrapassa as 1.200 horas de conteúdos com títulos de alta qualidade que incluem música, artes, literatura, cinema, ciência e pensamento, concebidos para aproximar o conhecimento de todos os públicos.