Visita ao Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM)

O Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, um dos mais destacados centros de recuperação e preservação do cinema, guarda mais de 60 000 títulos em depósito. Ao longo dos últimos três anos, ao abrigo do Mecanismo Financeiro de Apoio EEAGrants 2020-2024, foram digitalizados 10 000 minutos de filme com as mais diferentes temáticas, da indústria de conserva às práticas sociais das comunidades piscatórias. Turismo, economia, cultura e sociedade são matérias de trabalho que, ao longo dos anos, permitiram a gerações de realizadores responder a encomendas ou concretizar obras de criação, tantas vezes em reacção a regimes e propósitos propagandísticos.

O projeto FILMar, da Cinemateca Portuguesa, e o Doclisboa voltam a convidar a comunidade de profissionais para uma visita ao Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), coração do processo de preservação, restauro e digitalização do património fílmico. A visita, dedicada a todos os que programam, pensam e cuidam da memória cinematográfica, permitirá um conhecimento mais aprofundado das metodologias de identificação, preservação, restauro, digitalização e difusão do património fílmico relacionado com o mar. Inclui também a visita ao laboratório digital, onde serão mostradas as diferentes fases do processo de digitalização dos filmes, e o visionamento de uma selecção de curtas-metragens em processo de trabalho, devidamente contextualizadas.

Inscrições abertas para profissionais acreditados no programa Nebulae de 29 de Setembro até 17 de Outubro através de formulário disponível aqui.

Lotação: 40 participantes.

FILMar é um projecto operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, integrado no Mecanismo Financeiro de Apoio EEA Grants 2020-2024.

23 Out • 10:00 / 300’
Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM)

Nebulae

Filmes exibidos

Alfama, A Velha Lisboa

Vista geral do Castelo de São Jorge. Alfama: a Nascente, a Porta do Sol com o Miradouro de Santa Luzia e o busto de Júlio de Castilho; a Cruz de Santo Estevão, o Mosteiro de São Vicente, a Rua de São Pedro, o Largo do Chafariz de Fora. A Casa dos Bicos.

“Tudo o que é possível fazer com a câmara, e através dela, se encontra praticamente em Alfama: conduzida à mão pelas ruelas, devassando impudoradamente todos os recantos, içada dentro de um cesto em equilíbrio duvidoso, ultrapassada por uma carroça ou o salto de um garoto, ela reparte-se entre a ampliação e a panorâmica, o mergulho e a elevação, a falsa perspetiva e o ângulo distorcido…” (José Matos-Cruz, textos da Cinemateca)

João de Almeida e Sá (1930)

Mata do Bussaco

Vistas do palácio e mata do Bussaco, recentemente descobertas na Biblioteca Nacional da Noruega, que revelam tradições das comunidades, dos lugares e da história de um lugar singular, no centro de Portugal. Sabe-se muito pouco sobre as razões da passagem deste pioneiro do cinema norueguês por Portugal, que no início do século XX viajou por vários países, produzindo travelogs.

Hans Berge, 1919 (?)

O Fado

História de tresvario e má-sina, em volta de um ferreiro que, trocando o lar de Alfama pelas diversões nocturnas, se enleia sentimentalmente a uma camareira de café, a quem renunciará enfim, graças à intervenção paterna…

Tema escolhido por Henrique Alegria, tendo como fonte de inspiração a pintura de Malhoa «O Fado», que servira igualmente de inspiração à pequena peça em um acto de que foi autor Bento Mântua, que também pretendeu homenagear o poeta Augusto Gil e as palavras da “Canção das Perdidas”. O filme da Pátria Film propõe-se fazer uma adaptação destas três obras.

Maurice Mariaud, 1923