Doclisboa 2026 revela júris e filmes elegíveis aos prémios 24.ª edição
Depois de revelar os filmes seleccionados para as Competições Internacional, Portuguesa e Verdes Anos, o Doclisboa apresenta os júris da sua 24.ª edição e os títulos elegíveis para os diferentes prémios transversais.
Entre prémios das competições, distinções transversais e prémios do público, a edição de 2026 reúne cineastas, críticos, programadores, artistas e profissionais do cinema nos vários júris que irão acompanhar os filmes apresentados entre 15 e 25 de Outubro.
Prémios de Competição
Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme da Competição Internacional
No valor de 10.000 euros, o Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme da Competição Internacional distingue o Melhor Filme da Competição Internacional. O mesmo júri atribui ainda o Prémio Doclisboa do Júri da Competição Internacional, no valor de 3.500 euros, e o Prémio Médicos Sem Fronteiras – Portugal do Júri para Melhor Realização da Competição Internacional, no valor de 2.000 euros.
Júri: Álvaro Arroba, Declan Clarke, Lynne Sachs, Margarida Gil e Vasco Câmara.
Álvaro Arroba é crítico, programador e fundador da revista Letras de Cine, tendo colaborado com publicações como Cahiers du Cinéma, CinemaScope e Caimán. Declan Clarke é cineasta e artista irlandês, com filmes apresentados em festivais na Europa, Ásia e Américas, tendo recebido em 2021 o Georges De Beauregard International Award no FIDMarseille. Lynne Sachs é uma cineasta norte-americana cuja obra cruza ensaio, poesia, performance e colagem. Margarida Gil é realizadora e produtora, trabalhou com João César Monteiro e foi realizadora da RTP durante mais de três décadas. Os seus filmes passaram por festivais como Veneza, Locarno, Roma e Berlim, tendo Mãos no Fogo vencido o prémio de Melhor Realização no IndieLisboa. Vasco Câmara é jornalista e crítico de cinema do PÚBLICO, onde dirigiu durante duas décadas o suplemento Ípsilon.
Os 11 filmes da Competição Internacional, anteriormente anunciados pelo festival, são elegíveis para estes prémios.
Prémio Doclisboa para Melhor Filme da Competição Portuguesa
No valor de 6.000 euros, o Prémio Doclisboa para Melhor Filme da Competição Portuguesa distingue o Melhor Filme da Competição Portuguesa. O mesmo júri atribui o Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri da Competição Portuguesa, no valor de 2.000 euros, e avalia também a competição transversal de curtas-metragens.
Júri: Andrea Bussmann, Dorota Lech e Leonardo Mouramateus.
Andrea Bussmann é realizadora de filmes como Tales of Two Who Dreamt e Fausto, apresentados em Berlim e Locarno. Dorota Lech é directora do New Horizons International Film Festival, em Wrocław, e programadora do Toronto International Film Festival. Leonardo Mouramateus é realizador, dramaturgista e argumentista brasileiro, autor de filmes como António Um Dois Três e Greice.
A Competição Portuguesa conta ainda com o Prémio Escola – Prémio ETIC para Melhor Filme da Competição Portuguesa, no valor de 1.500 euros em serviços técnicos, atribuído por um júri de estudantes da ETIC – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação.
Júri ETIC: André Lino, Beatriz Almeida, Charlie Chaves, Jéssica Alves e Maria Saldanha, estudantes de Cinema e Televisão.
Os 11 filmes da Competição Portuguesa, todos em estreia mundial, são elegíveis para estes prémios.
Prémio Conserveira de Lisboa para Melhor Filme da Competição Verdes Anos
O Prémio Conserveira de Lisboa para Melhor Filme da Competição Verdes Anos, no valor de 1.000 euros, distingue o Melhor Filme da Competição Verdes Anos. O júri atribui ainda o Prémio Pedro Fortes para Melhor Realização de Filme Português nos Verdes Anos, que oferece uma bolsa de participação no Doc’s Kingdom – Seminário Internacional de Cinema Documental.
Júri: Agnes Meng, Bingham Bryant e Nabil Aouad.
Agnes Meng é realizadora de documentários e doutoranda em Artes dos Media na Universidade Lusófona, com trabalho nas áreas da história oral, folclore e património cultural. Bingham Bryant é realizador, produtor, programador e crítico, com filmes apresentados no FIDMarseille, NYFF, Viennale, IndieLisboa e Jeonju. Nabil Aouad é coordenador de curtas-metragens e programador de longas no IndieLisboa, tendo anteriormente trabalhado no Chicago International Film Festival e no Curtas Vila do Conde.
Prémios Transversais
Os 11 filmes da Competição Verdes Anos são elegíveis para estes prémios.
Prémio Revelação Universidade Pompeu Fabra
No valor de 3.000 euros, incluindo aquisição de direitos, o Prémio Revelação Universidade Pompeu Fabra distingue a Melhor Primeira Longa-Metragem, com mais de 60 minutos, numa selecção transversal a todas as secções do festival, excepto a Retrospectiva.
Júri: Ana Vilaça, Khavn de La Cruz e Mark Peranson.
Ana Vilaça é actriz e argumentista, co-autora e protagonista de By Flávio e protagonista de Entroncamento, ambos de Pedro Cabeleira. Khavn de La Cruz é cineasta, escritor, músico e artista filipino, com mais de 300 filmes realizados e uma obra apresentada em festivais como Berlim, Veneza e Roterdão. Mark Peranson é fundador e antigo editor da revista Cinema Scope e integrou as equipas de programação da Berlinale e do Festival de Locarno.
Filmes elegíveis: Geography Is Destiny, de Rayna Teneva; Memórias de Uma Viagem pelo Alto Rio Negro, de Kasia Mich e Dani Correia; Golden Hour, de André Santos Martins; What Comes from Sitting in Silence?, de Sophie Schrago; I Plant My Hand in the Garden, de Boris Hadžija e Hoda Taheri; An Incomplete Calendar, de Sanaz Sohrabi; The Mirage, de Bingham Bryant; e Promised Spaces, de Ivan Marković.
Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis
Atribuído pela Agência Europeia para a Segurança no Trabalho, o Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis (Healthy Workplaces Film Award), no valor de 5.000 euros, distingue uma longa-metragem dedicada a uma temática associada ao trabalho.
Júri: Annely Tank, Rui Pires e Susana Moreira Marques.
Annely Tank é estratega e contadora de histórias, com 15 anos de experiência nas áreas do desenvolvimento socioeconómico e da igualdade, tendo também estado envolvida na produção de vários filmes estónios. Rui Pires é montador, argumentista e realizador, tendo trabalhado com cineastas como Pedro Pinho, Frederico Lobo e Joana Barra Vaz. O seu primeiro filme, O Palácio de Cidadãos, venceu a Competição Portuguesa do Doclisboa. Susana Moreira Marques é autora de quatro livros de não-ficção literária e escreve também para cinema e televisão.
Filmes elegíveis: Geography Is Destiny, de Rayna Teneva; Vent du matin, de Cláudia Ribeiro; Kurtág Fragments, de Dénes Nagy; What Comes from Sitting in Silence?, de Sophie Schrago; Habibi Hussein, de Alex Bakri; Chronicle of Tiredness, de Natalia Marín; Cold Call, de Stefanie Schroeder; The Case Against Space, de Graeme Arnfield; e Sometimes Sadness, Sometimes Rebellion, de María Aparicio.
Prémio para Melhor Curta-Metragem
O Prémio para Melhor Curta-Metragem distingue a Melhor Curta-Metragem, até 40 minutos, de uma selecção transversal a todas as secções, excepto a Retrospectiva, garantindo ao filme vencedor a pré-nomeação aos Óscares.
Júri: Andrea Bussmann, Dorota Lech e Leonardo Mouramateus.
Filmes elegíveis: Hipogeus, de Raul Domingues; A casa é a ruína de uma casa, de Inês Sapeta Dias; Sopa de Cavalo Cansado, de Maria Novo; The Continuation, de Maxime Martinot; Mysticisme du Sud, de Fábio Penela; Chronicle of Tiredness, de Natalia Marín; N’s Last Game, de Desirée Alagna; A River and a Queen, de Miriam Martín; Wild Asparagus, de Avi Mograbi; Circe’s Dream, de Sophio Medoidze; Robert and June (and all the time in the world), de Jem Cohen; e Love Would Have Sufficed Even for Nietzsche, de Pierre Creton.
Prémios do Público
Prémio RVA Legal Partners Direitos e Liberdades
No valor de 1.500 euros, o Prémio RVA Legal Partners Direitos e Liberdades é atribuído pelo público e distingue o melhor filme de temática associada aos direitos humanos, numa selecção transversal a todas as secções, excepto a Retrospectiva.
Filmes elegíveis: The Measured Everlasting Is 1.334 Billion Years, de Thunska Pansittivorakul; Noli me tangere, de Ghassan Salhab; Povo e Poder, de Ico Costa; Os Continuadores da Revolução, de Pedro Neves; Amílcar, de Miguel Eek; Anistia 79, de Anita Leandro; Habibi Hussein, de Alex Bakri; Atlas of Disappearance, de Manuel Correa; Forest Up in the Mountain, de Sofia Bordenave; e Dragões, de Miguel Antunes Ramos.
Prémio Canais TVCine
Também atribuído pelo público, o Prémio Canais TVCine distingue o Melhor Filme Português de uma selecção transversal a todas as secções, excepto Retrospectiva e Competições.
Filmes elegíveis: Esta Vida de Marinheiro, de Paulo Miguel Antunes; O Filme do Meio, de Margarida Gil; Nha Balila, de Inês Alves e André Xina; Neste Quarto, de Ana Rocha de Sousa; Carta a José Bragança de Miranda, de Edmundo Cordeiro; Carta a Uma Jovem Escritora, de Marta Pessoa; Amílcar, de Miguel Eek; O Nosso Último Filme sobre Lisboa, de Left Hand Rotation; Casa do Artista – Não é Permitido Envelhecer, de Solveig Nordlund; Nosso Segredo, de Grace Passô; e Vestígios, de Luís Mendonça.
A 24.ª edição do Doclisboa decorre de 15 a 25 de Outubro, na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Cinema Ideal.