a sea, a sea, a sea, a sea

more, more, more, more

Dasha Likhaia

Um homem adulto vai ao mar pela primeira vez. Uma longa estrada de conto de fadas, um encontro com uma mulher loura, uma ilhota no meio do mar – tudo isto cintila e desmorona-se numa imagem de baixa qualidade e nos corredores da estrada e da memória. Entretanto, algures num apartamento citadino, moderno e vazio, um jovem tenta ligar ao pai, procurando recuperar algo perdido para sempre. O filme desenrola-se com a cadência daquele espaço liminar, onde adormecer dá lugar ao sonho, viajando por um passado fragmentado, reapropriado pelo jovem através do portal brilhante do ecrã de um portátil.

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