Signed: Lino Brocka

Christian Blackwood

Brocka fala. O filme é isso. Fala sobre crescer como filho ilegítimo numa ilha pequena. Sobre os missionários mórmones que o acolheram. Sobre a colónia de leprosos em Molokai, onde passou dois anos e aprendeu o que o seu cinema viria mais tarde a ensinar: que a pessoa que o mundo rejeitou é a que mais vale a pena observar. Sobre Ferdinand Marcos. Sobre o Manila Film Center e os corpos enterrados no seu cimento. Sobre ser homossexual nas Filipinas antes de haver uma palavra para isso que não fosse humilhante. Blackwood dá-lhe o palco e faz bem. Oitenta e quatro minutos. Não chega, mas quase.

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