Nebulae 2026 apresenta júri e prémios

O Nebulae, espaço de indústria do Doclisboa, conta este ano com um júri composto por três profissionais com percursos distintos na programação, realização e produção cinematográfica: Tyler Wilson, John Torres e Leonor Noivo.

Tyler Wilson, programador sénior do Film at Lincoln Center, em Nova Iorque, integra as comissões de selecção do New Directors/New Films e da secção Currents do New York Film Festival. Tem também colaborado na organização de programas de repertório e retrospectivas dedicadas a cineastas como Jane Campion, Jacques Tourneur, Agnès Varda, Wong Kar Wai, Kinuyo Tanaka, Dario Argento, Tod Browning e Edward Yang, entre outros.

John Torres, realizador, músico e escritor filipino, realizou uma dúzia de curtas-metragens e seis longas-metragens. O seu trabalho parte frequentemente de materiais documentais encontrados, que transforma e reinterpreta em relação com temas como o amor, as relações familiares e a memória, cruzando acontecimentos contemporâneos com boatos, mitos e folclore.

Leonor Noivo, realizadora e produtora portuguesa, cresceu em Macau e estudou Fotografia e Cinema na ESTC, em Lisboa, tendo frequentado também os Ateliers Varan. É co-fundadora da Terratreme Films, onde desenvolve os seus projectos e colabora com outros cineastas nas várias fases do processo de criação.

O júri atribuirá os prémios Nebulae, que este ano incluem apoios à produção, montagem, pós-produção, desenvolvimento e circulação dos projectos.

O Prémio RTP para Melhor Projecto em Fase de Montagem, no valor de 15.000 euros, inclui a aquisição dos direitos de transmissão televisiva do filme vencedor em Portugal e nos PALOP, com exibições ilimitadas nos canais RTP e RTP África. É elegível para projectos Arché e do País Convidado.

Uma das novidades desta edição é o Prémio LABED / Pompeu Fabra, que consiste numa bolsa para participação no programa LABED, da Universitat Pompeu Fabra, incluindo 6.000 euros e tutoria para a montagem e desenvolvimento de públicos, sendo elegível para projectos Arché.

O Prémio DMix Collective, no valor de 4.000 euros, oferece serviços de pós-produção de som ou correcção de cor para uma curta ou longa-metragem em montagem.

O Prémio Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa, no valor de 2.000 euros, destina-se a projectos em desenvolvimento ou em fase de montagem.

Outra novidade é o Prémio de Distribuição Agência Freak, destinado ao desenvolvimento e implementação de uma estratégia de distribuição em festivais para projectos em fase de montagem.

O Prémio DAFilms garante dois anos de disponibilização mundial do projecto na plataforma DAFilms, acompanhados de serviços de distribuição, planeamento, marketing e promoção, bem como uma remuneração de pelo menos 400 euros.

O Prémio DAE de Desenvolvimento do Talento oferece uma adesão gratuita de um ano à Documentary Association of Europe.

Essa edição passa também a integrar o Prémio ZagrebDoxPro Slow Pitch, que garante a participação no programa de apresentação de projectos ZagrebDoxPro Slow Pitch 2027, na Croácia.

A cerimónia de atribuição dos prémios do Nebulae realiza-se no dia 21 de Outubro, na Culturgest, durante um evento exclusivo para participantes acreditados e convidados do festival.

O Nebulae reforça assim a sua vocação enquanto espaço de encontro, desenvolvimento e circulação de projectos, aproximando cineastas e profissionais de diferentes áreas e criando novas possibilidades para os filmes nas várias etapas do seu percurso.

Notícias Relacionadas

Subscreve a nossa newsletter

Fique a par de todas as novidades do festival, junte-se à nossa newsletter.

Feito! Enviamos-lhe um e-mail.
Uh-oh! Alguma coisa não funcionou. Tente novamente.