Jaguar
Lino Brocka
1979
Philippines
102’
“Jaguar”, de dyagwar, gíria para “guarda”, uma variação do espanhol guardia. Três conquistas numa única palavra: Espanha, a América e a pobreza que deixaram para trás. É este o nome do jovem dos bairros de lata de Tondo que guarda a porta. Jaguar salva o filho do patrão numa briga numa discoteca. Os ricos adoptam-no como se fosse um cão. Ele confunde proximidade com pertença; o filme não, nem por um único fotograma. Cannes, 1980, o primeiro filme filipino em competição enquanto o homem que o inspirou se encontrava numa prisão de Manila. Noir? Sim. Mas a femme fatale é o sistema de classes. Ela nunca perde.